Comércio eletrônico brasileiro fatura R$ 2,3 bi no primeiro trimestre

TIInside – segunda-feira, 18 de maio de 2009, 18h17

O comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representou um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período de 2008, segundo dados da e-bit.

De acordo com o relatório, o número aponta para o franco crescimento do e-commerce no país. Entretanto, analisa a e-bit, o cenário se mostra um pouco diferente do que há tempos atrás, ao passo que as pequenas e médias empresas de e-commerce passam a ganhar espaço no mercado, roubando market share das gigantes do setor, como Americanas.com, Saraiva, Submarino e Fnac.

Segundo o levantamento , na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, os dez maiores varejistas perderam 6,45% de participação. Em contrapartida, o “long tail”, que engloba pequenas e médias varejistas on-line, ganhou 1,62% d erepresentatividade no mercado.

De acordo com Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, a confiança que o canal traz ao consumidor, aliada a maior conscientização no ato da compra, continuam sendo fatores contribuintes para essa tendência no cenário do e-commerce.

“Os consumidores estão mais informados a cada dia e orientados a fazerem uma compra com segurança, algo que não é exclusivo dos líderes do mercado. Hoje, a procura é pela melhor oferta, e não pela maior loja. A tendência é que esse tipo de comportamento continue aumentando”, analisou.

No entanto, para o diretor, é fundamental continuar sendo cuidadoso quando se está comprando pela web. Ele frisa que verificar a credibilidade das lojas desconhecidas é imprescindível antes de fazer uma operação on-line. “As pessoas não podem ser ingênuas e acreditarem em ofertas fora da realidade do mercado”, explicou Guasti.

De acordo com o e-Marketer, que faz acompanhamento do e-commerce no mercado americano, as lojas líderes como Amazon, Staples e Dell representam, juntas, cerca de 25% do faturamento total do canal, o que aponta uma grande distribuição das lojas virtuais no país. Para se ter uma idéia, há poucos anos no Brasil, apenas um grupo obtinha mais de 45% do total de share em vendas pela internet.

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