E-commerce brasileiro faturou R$ 10,6 bilhões em 2009

Por Guilherme Felitti do IDG Now! – Atualizada em 16 de março de 2010 às 15h49

Vendas do varejo online no Brasil cresceram 30% em relação a 2008, superando expectativa de faturamento de R$ 10 bilhões, informa a e-bit.

O comércio eletrônico brasileiro faturou 10,6 bilhões de reais em 2009, o que representa aumento de 30% em relação ao resultado de 2008, de acordo com a 21ª edição da pesquisa WebShoppers, divulgada pela consultoria e-bit nesta terça-feira (16/3).

O resultado superou a expectativa de faturamento de 10 bilhões de reais para o setor prevista anteriormente pela consultoria. A compra média foi avaliada em 335 reais durante 2009, segundo os dados.

O total de consumidores que já fizeram compras na internet brasileira chegou a 17,6 milhões de pessoas em 2009. O volume considera usuários que compraram online desde o início da medição, em 2001.

O número representa praticamente um quarto (26%) dos 66,6 milhões de internautas registrados pelo Ibope Nielsen Online em dezembro de 2009.

O e-bit espera que, no final de 2010, o setor atraia 23 milhões de consumidores online e atinja faturamento de 13,6 bilhões de reais no País, o que representa um crescimento de 28,3% em relação a 2009.

Segundo o diretor executivo da e-bit, Pedro Guasti, o público de baixa renda sustentou o crescimento nas vendas pela internet no Brasil em 2009. A maioria dos novos consumidores digitais provinham das classes C e D, de acordo com ele.

Entre os produtos mais populares, a categoria Livros e Assinaturas de Jornais e Revistas aparece na liderança, responsável por 20% das vendas. Seguem as categorias Saúde, Beleza e Medicamentos (13%); Eletrodomésticos (11%); Informática (9%) e Eletrônicos (6%).

O índice de satisfação geral do consumidor brasileiro com o e-commerce nacional caiu para 86,3% em razão tanto da greve dos Correios, ocorrida em setembro, como da incapacidade das lojas online entregarem um número de pedidos maior que o esperado no período do Natal.

O e-bit compila os dados por meio de formulários oferecidos para consumidores que compram produtos em cerca de 5 mil lojas online brasileiras.

A consultoria não contabiliza transações de carros e passagens aéreas pela web, além de sites de leilão, como o Mercado Livre.

O 21º WebShoppers poderá ser consultado na íntegra a partir desta quarta-feira (17/3) no site do e-bit.

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Comentários

Realmente animadores os números do e-commerce. Tenho acompanhado esse modelo de negócios e é incrível como ele está crescendo a passos largos no Brasil. Eu estou estudando a implantação de um comércio eletrônico para minha empresa. Li, se não me engano, no http://www.ecommercenews.com.br que não adianta criar um site que vende e esperar resultados. A falta de planejamento é o principal causador de fracasso no comércio online.

Ótimo artigo!

Sem dúvidas é animador Cláudio, podemos observar em pesquisas que o Brasil foi (e está sendo cada vez mais) altamente adepto ao comércio eletrônico, já representamos mais de um terço do volume vendido online em toda a América Latina.

Se você observar a maioria dos produtos custam menos nas lojas vituais do que nas físicas, como exemplo os produtos da Fast Shop, pois temos pouco gasto físico com isso, incentivando bastante a compra online por parte dos consumidores.

Quando estiver planejando de uma espiada nos sites de compra coletiva, estão bastante em alta atualmente.

Grande abraço,
Marcelo Namura

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