Natal promete vendas aquecidas para o comércio eletrônico
Por Lygia de Luca, do IDG Now! – Atualizada em 16 de novembro de 2009 às 07h41
Estudo da e-bit diz que setor terá ao menos R$ 1,63 bilhão de faturamento no período. Analista da Câmara-e.net acredita no dobro de receita.
Superação da crise financeira internacional, bons indicadores econômicos e disposição para o consumo. Com esses ingredientes na mesa, o setor de comércio eletrônico espera um bom desempenho neste final de ano.
Em 2008, o faturamento no período de compras relacionado ao Natal – entre 15 de novembro e 24 de dezembro – ficou em 1,25 bilhão de reais, crescimento de 15% em relação a 2007, segundo estudo da e-bit. Este ano, as vendas natalinas devem ser 30% maiores do que as registradas em igual período de 2008 e alcançar 1,63 bilhão de reais, ainda de acordo com a consultoria.
Já a estimativa de faturamento da Câmara de Comércio Eletrônico (Camara-e.net ) é bem mais otimista . Enquanto no final de 2008 o contexto do consumo não era dos melhores, agora o mercado vive um período aquecido, o que justifica mais compras, segundo Gastão Mattos, consultor do Movimento Internet Segura, da Câmara-e.net.
“Temos notícias positivas sobre a economia nos jornais, o que afeta a psicologia do consumidor, que quer aproveitar as ofertas e comprar”, aponta Mattos. Por isso, o executivo prevê faturamento de nada menos que 2,5 bilhões de reais no final de ano, o dobro do registrado em 2008.
O diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti, explica que a previsão da consultoria – otimista, mas bem menos que a da Câmara – se baseia na melhora do cenário econômico. “Em 2009 a expectativa de consumo é maior, certamente há mais pessoas propensas a comprar”, diz.
A e-bit faz a projeção com base em informações obtidas por questionários respondidos por internautas após o processo de compra em cerca de 2.100 lojas virtuais ser finalizado. Entre as questões, que envolvem satisfação com a loja virtual, a que mais é levada em conta nas previsões é a que se refere ao valor da compra. No Natal, não há grande variação do gasto médio online em relação ao resto do ano, segundo Guasti. “Se acontecer, é coisa de 10% a 20%”.
Desempenho no ano
Em 2008, o comércio eletrônico brasileiro movimentou 8,2 bilhões de reais, segundo a e-bit. Para 2009, o faturamento do ano deve chegar a 10,5 bilhões de reais, ou 28% superior ao do ano anterior.
Esse ritmo deve se manter nos próximos anos, acredita Mattos. “Hoje, o que justifica o crescimento do comércio eletrônico é a crescente migração dos consumidores para o virtual, já que a economia não cresce com a mesma velocidade.”
Segundo a e-bit, até o final de 2009 serão 17 milhões de brasileiros fazendo compras pela internet, número 25% maior que os 13,2 milhões que compraram em lojas virtuais em 2008. E Mattos é otimista. “Pelo potencial de nosso mercado, podemos alcançar até 30 milhões nos próximos cinco anos”, prevê.
O ano que está para terminar marcou também a chegada de lojistas tradicionais, como a Casas Bahia, à internet – o que é ótimo para a saúde do setor. “A entrada de novas companhias tem favorecido a melhor distribuição do mercado. Hoje nós falamos das 20 maiores lojas dividindo 70% do faturamento”, diz Mattos.
Em relação a produtos, Guasti e Mattos contam que um dos grandes sucessos de 2009 foi a linha branca – como geladeiras e fogões -, favorecida pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outras categorias, como a de livros – que lidera o consumo no ano todo – e eletrônicos, devem estar entre as 10 maiores no Natal.
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